
A Justiça da comarca de Carinhanha determinou, nesta quinta-feira (14) de maio, a soltura de quatro homens investigados por envolvimento em um homicídio ocorrido na BR-030.
A decisão revogou as prisões temporárias e também indeferiu o pedido de prisão preventiva dos suspeitos, após novos elementos técnicos e laudos periciais apontarem ausência de provas suficientes para manter a prisão neste momento da investigação.
Os investigados José Nogueira Fernandes, Pedro Nogueira Fernandes, Jean Rocha de Santana e Eduardo Santana da Silva haviam sido presos no dia 05 do corrente mês, durante a Operação Cortes, relacionada ao crime registrado no dia 30 de março de 2026, onde o jovem João Pedro Fogaça Araújo foi morto.
Segundo informações do processo, uma das principais mudanças no rumo da investigação ocorreu após análise pericial realizada em um machado agrícola apreendido no veículo de um dos investigados.
O laudo da Polícia Técnica apontou resultado negativo para presença de sangue humano no objeto, fato que, conforme entendimento do juiz Arthur Antunes Amaro Neves, enfraqueceu os indícios de autoria.
A decisão judicial também considerou argumentos apresentados pela defesa dos acusados, representada pelos advogados Matheus David Lima de Souza e Wallysson Viana Silva. Os advogados apresentaram documentos e álibis digitais, incluindo registros de movimentações bancárias que indicariam a possível presença de um dos investigados no centro urbano de Carinhanha em horários próximos ao crime, levantando dúvidas sobre a participação dele no caso.
Na decisão, o magistrado destacou que os elementos reunidos até agora não atendem aos requisitos legais necessários para justificar a manutenção da prisão.
O juiz ressaltou ainda que, em relação a alguns dos investigados, o simples fato de estarem no veículo com os demais não comprova participação direta no homicídio.
Com a decisão, foram expedidos alvarás de soltura para os quatro investigados. Apesar da liberdade concedida, eles deverão cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as medidas impostas estão: o comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial e proibição de manter contato ou aproximação de testemunhas e familiares da vítima.
O inquérito policial segue em andamento para o esclarecimento completo dos fatos.
A prisão dos investigados havia sido noticiada anteriormente pela reportagem do Alerta Bahia.
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Publicado em: 14/05/2026 – 15:19
Da Redação.
Por: David Porto - Registro: MTBE 0006322-BA
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