
Após a repercussão do caso envolvendo uma servidora de uma escola estadual no município de Cocos, acusada de se apropriar indevidamente de dezenas de cartões do programa Bolsa Presença, o Núcleo Territorial de Educação (NTE-23) se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O escândalo, noticiado pelo site Alerta Bahia no último dia 23 de outubro, revelou que a funcionária, identificada pelo prenome de Débora, supostamente falsificava assinaturas de pais ou responsáveis e apropriava-se do cartão para fazer compras em supermercados com o benefício destinado a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Em resposta à solicitação da nossa reportagem, a Diretora Territorial do NTE-23, Mônica da Silva Carmo, encaminhou uma nota oficial emitida pela Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) detalhando as medidas adotadas pelo órgão.
De acordo com o documento, a servidora já foi desligada do quadro de funcionários do Estado. “Diante da denúncia de suposto uso irregular de cartão do Bolsa Presença, a Secretaria da Educação do Estado instaurou apuração administrativa, a acusada foi afastada de suas funções e após apuração concluída, a denunciada teve seu contrato rescindido“.
O comunicado esclarece ainda que o caso não ficará restrito apenas à punição administrativa. Segundo a SEC, “os órgãos competentes foram acionados, Ministério Público e Polícia Civil, para acompanhamento do caso“.
Relembre a fraude
As denúncias vieram à tona quando pais de alunos consultaram o aplicativo do benefício e descobriram que os cartões, que nunca haviam chegado às suas mãos, estavam sendo utilizados de forma recorrente no comércio local. A fraude foi confirmada quando uma das mães solicitou as imagens das câmeras de segurança de um supermercado da cidade e flagrou a própria servidora passando o cartão no caixa.
Segundo os relatos, a Débora, que era a responsável por administrar a entrega dos cartões na escola, falsificava os protocolos de recebimento para ficar com o benefício depositado pelo governo estadual. Vítimas afirmam que o esquema durou quase dois anos e prejudicou dezenas de famílias de baixa renda. A Polícia Civil já havia confirmado que um inquérito está em curso, com oitivas e diligências, para apurar crimes que podem configurar peculato ou apropriação indébita.
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Publicado em: 27/10/2026 – 20:40
Da Redação
Por: David Porto - Registro: MTBE 0006322-BA
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