Barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas, volta a preocupar moradores e autoridades em Malhada e Carinhanha e região

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Barbeiros – Imagem reprodução

O reaparecimento do barbeiro (Triatoma infestans), inseto transmissor da doença de Chagas, voltou a gerar alerta em municípios da região, especialmente em Malhada, no sudoeste da Bahia, e Carinhanha, no oeste do estado.

Malhada, que no passado já foi destaque pelo alto número de casos da doença, volta a registrar preocupação com o aumento da presença do inseto, principalmente na zona rural. Já em Carinhanha, moradores também relatam o surgimento do barbeiro, inclusive em áreas urbanas, o que acende um sinal de atenção.

O Secretário de Saúde de Malhada também atribui as incidências do inseto na cidade aos criatórios de animais, principalmente aves, como galinhas.

A reportagem do Alerta Bahia conversou com o coordenador de Vigilância Epidemiológica de Carinhanha, Maviel, que confirmou o aumento da presença do inseto no município.

Segundo ele, até o momento, os insetos capturados e analisados não testaram positivo para o protozoário causador da doença. Apesar disso, o coordenador reforça o alerta que Tem aparecido bastante barbeiro, inclusive na sede do município.

O coordenador explica que o aumento pode estar relacionado a fatores como a criação de animais próximos às residências, especialmente galinhas, além da alta presença de pombos na cidade, que também contribuem para o ambiente favorável ao inseto.

Diante da situação, a Vigilância Epidemiológica orienta que a população redobre os cuidados, evitando manter criatórios de animais próximos às casas e observando possíveis focos.

A reportagem também apurou que o Código de Postura do município proíbe a criação de animais como galinhas em áreas urbanas, embora a prática ainda seja comum.

Já em relação aos pombos, o controle é mais complexo. Apesar de serem considerados espécies exóticas invasoras no Brasil, o abate não é permitido livremente. A legislação ambiental, como a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) e normas do Ibama, proíbe a eliminação sem autorização, sendo necessário controle por meio de empresas especializadas.

Especialistas orientam algumas medidas preventivas para reduzir a presença desses animais e, consequentemente, do barbeiro:

  • Evitar alimentar aves;
  • Manter o lixo bem fechado;
  • Eliminar possíveis abrigos, vedando frestas em telhados e forros;
  • Utilizar telas, redes ou barreiras físicas para impedir o pouso de aves.

A doença de Chagas é considerada grave e pode afetar diversos órgãos do corpo humano. Quando desenvolvida, pode atingir o coração, sistema digestivo, sistema nervoso, além da pele e tecidos subcutâneos, causando lesões no local da picada.

Na fase aguda, a infecção pode se espalhar pela corrente sanguínea, atingindo o sistema imunológico e músculos. No entanto, um dos maiores desafios é que muitas pessoas podem permanecer anos ou até décadas sem apresentar sintomas, dificultando o diagnóstico precoce.

Outro ponto importante é que, recentemente, é com o reaparecimento do barbeiro, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 12 milhões para ações de combate à doença de Chagas em sete estados brasileiros, incluindo a Bahia. Também estão na lista os estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Acre, Amazonas e Goiás.

A medida reforça a preocupação nacional com a doença e a necessidade de intensificar as ações de prevenção e controle.

Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam que caso o barbeiro seja encontrado, deve-se capturá-lo e entregar no setor de vigilância epidemiológica de sua cidade.


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Publicado em: 29/04/2026 – 11:44

Da Redação

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