Três vereadores de Carinhanha acionam Ministério Público contra Coelba devido a constantes quedas de energia no município

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Imagem ilustrativa com foto de documento protocolado

Cansados dos frequentes transtornos e prejuízos causados pela má prestação de serviços da Neoenergia Coelba, três parlamentares da Câmara Municipal de Carinhanha decidiram levar o caso à Justiça. Os vereadores Antônio Carlos Pereira de Carvalho, Adirlan Soares Cardoso (Pi do Luana) e Luan Leite de Brito (Luan do Povo) protocolaram uma representação junto ao Ministério Público do Estado da Bahia-(MP-BA).

A denúncia, que visa a instauração de um Inquérito Civil Público e o posterior ajuizamento de uma Ação Civil Pública, aponta graves deficiências no serviço de distribuição de energia elétrica na zona urbana e rural. O documento (nº 064.9.611852/2026), protocolado nesta quarta-feira dia (04) de novembro, já se encontra com a Promotora de Justiça titular da comarca para apreciação.

O histórico de problemas relatados pelos vereadores é extenso e reforça as reclamações frequentes da população. O documento cita interrupções de energia que duraram mais de seis dias no Povoado de Várzea Grande, falta de energia por mais de 36 horas na Vila São João devido à queima de um transformador sem rápida substituição, e constantes quedas e oscilações nos povoados de Moreira, Cheira Cabelo, Água Ruim, Riacho do Capinão e Barrinha.

Os impactos vão muito além da falta de luz. Moradores relatam perda de alimentos, queima de eletrodomésticos, danos a equipamentos de irrigação e de trabalho. A representação destaca ainda que a oscilação na rede elétrica prejudica o funcionamento das bombas do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), deixando bairros sem água por até 12 horas.

Na mesma quarta-feira (04), data em que a denúncia foi protocolada, mais uma queda de energia atingiu Carinhanha, interrompendo o funcionamento do comércio e deixando diversas empresas sem internet e sem condições de operar por quase uma hora, agravando ainda mais a insatisfação popular.

Os parlamentares requerem que o MP-BA cobre da Coelba explicações formais, um plano de investimentos, o redimensionamento dos transformadores da rede e o fim das interrupções não emergenciais, além de solicitar indenização por danos morais coletivos, a ser revertida para o Fundo Estadual de Proteção ao Consumidor.

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Publicado em: 04/11/2026 – 22:03

Da Redação

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