Ministério Público do Trabalho investiga suspeita de trabalho análogo à escravidão em fazenda do oeste da Bahia

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Imagem Reprodução – TV Bahia

Uma fiscalização realizada para apurar uma denúncia de desmatamento ilegal identificou suspeita de trabalho em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Brejolândia, no oeste da Bahia.

No local, um casal foi encontrado trabalhando em condições degradantes na produção e no empacotamento de carvão vegetal. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

A ação foi realizada pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), da Polícia Militar da Bahia, após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), nessa quarta-feira, 21 de outubro, no âmbito da Operação Protetor dos Biomas.

Durante a fiscalização, os policiais identificaram o desmatamento de vegetação nativa em uma área de aproximadamente cinco hectares. Entre as espécies encontradas na área desmatada estavam angico e aroeira.

Além do casal, uma terceira pessoa trabalhava no local, realizando o corte de madeira. Para a atividade, eram utilizadas duas serras elétricas.  

Durante a ação, foram apreendidos os equipamentos utilizados no trabalho e 30 pacotes de carvão vegetal. As três pessoas encontradas na propriedade, juntamente com o material apreendido, foram apresentadas na Delegacia de Polícia de Brejolândia.

As irregularidades ambientais serão apuradas, enquanto a suspeita de trabalho em condições análogas à escravidão será investigada pelos órgãos competentes.

A caracterização desse tipo de exploração depende da análise das condições efetivas de trabalho. A legislação brasileira prevê situações como condições degradantes, trabalho forçado, jornada exaustiva e servidão por dívida entre os elementos que podem configurar o crime.

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Publicado em: 22/10/2026 – 11:08

Da Redação

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