
Um ano após entrar em vigor a lei federal que restringiu o uso de celulares para fins não pedagógicos nas escolas brasileiras, os efeitos da medida já podem ser percebidos no dia a dia das salas de aula. A legislação, sancionada em fevereiro de 2025, proibiu o uso de celulares para fins pessoais durante o período escolar, permitindo a utilização dos aparelhos apenas quando houver finalidade pedagógica ou em situações específicas previstas pela norma.
Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que a medida já foi implementada em 92% das escolas públicas e privadas do país.
Segundo o levantamento, 86% dos gestores afirmaram que houve redução da ansiedade entre os estudantes, enquanto 88% perceberam queda nos conflitos relacionados ao ambiente digital, como casos de cyberbullying e outras formas de violência virtual. Além disso, 55% das escolas registraram diminuição nas brigas e agressões físicas entre alunos.
Para muitos professores, a adaptação foi desafiadora nos primeiros meses. Com o passar do tempo, porém, o cenário mudou: os recreios deixaram de ser dominados pelas telas e voltaram a ser espaços de convivência, com conversas, jogos, brincadeiras e prática de esportes. Em sala de aula, percebeu-se maior concentração e participação dos alunos.
Mesmo com os avanços, a adaptação ainda não está completa. Cerca de 39% dos gestores afirmam que convencer os estudantes a cumprir a regra continua sendo um desafio. O mesmo percentual aponta dificuldades relacionadas à infraestrutura para guardar os aparelhos com segurança.
Cada escola encontrou uma solução diferente. Em parte das instituições, os celulares permanecem nas mochilas dos alunos; outras recolhem os aparelhos na secretaria ou utilizam armários e caixas coletivas para armazenamento durante o período das aulas.
Na rede pública, entretanto, um dos principais desafios é a falta de equipamentos tecnológicos para substituir o celular em atividades pedagógicas. Professores relatam que a ausência de tablets, computadores e laboratórios de informática limita o uso de ferramentas digitais que poderiam enriquecer o processo de aprendizagem.
Apesar dessas dificuldades, a avaliação predominante entre educadores é positiva.
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Publicado em: 10/07/2026 – 15:25
Da Redação
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