
A Comissão de Educação do Senado Federal debateu, nesta quarta-feira (1º), os desafios para ampliar a oferta do ensino em tempo integral nas escolas públicas brasileiras. A audiência faz parte de um ciclo de discussões que avalia a execução do Programa Escola em Tempo Integral, criado pelo Governo Federal em 2023.
Durante o encontro, representantes do Ministério da Educação (MEC) informaram que o programa já conta com a adesão de todos os estados e do Distrito Federal, além de cerca de 88% dos municípios. Segundo o governo, o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública passou de 18% em 2022 para 25,8% em 2025.
Apesar do avanço, os participantes destacaram que ainda existem obstáculos para a universalização da modalidade, como deficiência na infraestrutura das escolas, dificuldades de financiamento, falta de profissionais e desigualdades regionais, principalmente nos municípios de pequeno porte e na Região Norte.
A audiência também apontou que fatores sociais, econômicos e culturais influenciam a adesão dos estudantes ao ensino em tempo integral, especialmente no ensino médio, onde muitos jovens precisam conciliar os estudos com o trabalho.
Os debates continuarão no Senado com o objetivo de identificar soluções para fortalecer a política pública e ampliar o acesso à educação em tempo integral em todo o país.
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Publicado em: 02/07/2026 – 19:56
Da Redação.






