Recentemente, publicações nas redes sociais geraram questionamentos ao divulgar que uma criança de 5 anos teria sofrido queimaduras de 2º grau na Escola Municipal Francisco Reis, na comunidade de Agrovila 15, zona rural de Carinhanha. As publicações em tom de denúncia afirmavam que os pais estavam “revoltados”, que não houve posicionamento da escola ou da Secretaria de Educação e questionavam quem assumiria a responsabilidade pelo ocorrido.
A reportagem do site Alerta Bahia questionou a diretora da unidade escolar, a senhora Marilene. Em entrevista à nossa equipe, a gestora esclareceu toda a dinâmica do acidente e detalhou a ampla assistência prestada à família, desmentindo as acusações de omissão ou abandono do caso.
Como o acidente aconteceu
De acordo com a diretora Marilene, o caso ocorreu no dia 18 de setembro. No dia anterior (17), após as 17h00min, a equipe da escola realizou uma limpeza geral no pátio e reuniu o lixo para queima no fundo da unidade, em uma área afastada das salas de aula, próxima ao muro.
Na manhã de sexta-feira (18), por volta das 10h00min, durante a aula de educação física, as crianças brincavam com uma bola. A bola acabou rolando para o local onde o lixo havia sido queimado no dia anterior. O que ninguém percebeu é que, sob as cinzas aparentemente apagadas, ainda havia brasas quentes. A criança de 5 anos correu para pegar a bola, pisou nas cinzas e acabou sofrendo queimaduras na parte superior e nas laterais de um dos pés.
Assistência
Ao contrário do que foi divulgado nas redes sociais, a escola agiu imediatamente. A diretora relatou que a professora retirou a criança do local na mesma hora e a acionou. “Eu imediatamente já liguei para a mãe da criança, ela veio em seguida”, explicou Marilene.
Utilizando seu próprio veículo, a diretora levou a mãe e a criança até o posto de saúde (PSF) da localidade. Após o primeiro atendimento, o médico recomendou o encaminhamento para o hospital municipal, na sede de Carinhanha. A própria diretora assumiu o transporte, dirigindo seu carro por cerca de 75 a 80 quilômetros até a unidade hospitalar da cidade, onde a criança foi medicada para dor, teve o curativo refeito e foi liberada para recuperação em casa, sem necessidade de internação.
Acompanhamento e responsabilidade
Ainda segundo Marilene, a escola assumiu todos os custos do tratamento. “A escola arcou com toda a despesa, de combustível, todos os medicamentos necessários. Eu deixei duas farmácias aqui à disposição da mãe para pegar o remédio fora, se caso precisasse“, garantiu.
Além disso, a gestora afirmou que tem feito visitas ao aluno para acompanhar a evolução do quadro.
A criança está se recuperando muito bem, com o pé cicatrizando após quase um mês do ocorrido, e, segundo avaliação médica, não ficará com nenhuma sequela ou dificuldade de locomoção. Marilene finalizou ressaltando que, como gestora, assume a responsabilidade pelo ocorrido dentro da instituição e que todas as medidas de amparo foram e continuam sendo tomadas de forma transparente.
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Publicado em: 16/10/2026 – 18:40
Da Redação
Por: David Porto - Registro: MTBE 0006322-BA
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