Renegociação de dívidas cresce entre idosos na Bahia em meio à alta da inadimplência

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Imagem Ilustrativa

O número de pessoas com 65 anos ou mais que renegociaram dívidas cresceu 26,59% na Bahia entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são de levantamento da Serasa e mostram que o movimento de busca por acordos avançou entre os consumidores idosos, mesmo diante do aumento da inadimplência nessa faixa etária.

No estado, foram registrados 49.903 acordos entre janeiro e agosto deste ano, contra 39.420 no mesmo período de 2025.

O crescimento baiano ficou acima do registrado nacionalmente entre consumidores da mesma faixa etária. No Brasil, foram 849 mil acordos fechados por pessoas com 65 anos ou mais nos oito primeiros meses de 2026, um aumento de 23,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do crescimento, os idosos ainda representam uma parcela pequena do total de negociações realizadas no país. Os 849 mil acordos correspondem a 2,2% de todas as renegociações registradas no período, segundo os dados apresentados pela Serasa.

O levantamento mostra, porém, outro lado do cenário financeiro dessa população.

De acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, o número de brasileiros com 60 anos ou mais inadimplentes cresceu 10,7% entre agosto de 2025 e agosto de 2026.

Segundo a empresa, esse foi o maior crescimento proporcional entre as faixas etárias analisadas no período.

O avanço ocorre enquanto os consumidores dessa faixa também aumentam a procura por alternativas para regularizar suas pendências financeiras.

“Os dados mostram um movimento importante: os idosos estão buscando cada vez mais renegociar suas dívidas. Ao mesmo tempo, o crescimento da inadimplência indica que esse esforço acontece em um cenário de pressão financeira”, afirma Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Ainda segundo a especialista, além de renegociar os débitos, é importante reorganizar o orçamento para evitar que novas dívidas provoquem um novo ciclo de inadimplência.

Na comparação entre as faixas etárias, os consumidores de 18 a 25 anos registraram o menor crescimento da inadimplência no período analisado, de 1,6%.

O contraste mostra que o avanço da inadimplência não ocorreu de maneira uniforme entre todas as idades.

Considerando todas as faixas etárias, o Brasil contabilizou 38,3 milhões de acordos de dívidas entre janeiro e agosto de 2026, crescimento de 17,2% em relação aos oito primeiros meses de 2025.

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Publicado em: 02/10/2026 – 08:59

Da Redação

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