
O Centro Educacional de Tempo Integral Francina Nogueira, em Iuiu, vem enfrentando problemas de instabilidade no fornecimento de energia elétrica, com registros de quedas e oscilações que preocupam o funcionamento da unidade e a realização das Eleições Gerais de 2026.
Diante da situação, o município instalou uma nova subestação elétrica, equipada com um transformador de 150 kVA, com o objetivo de ampliar a estabilidade e a segurança do fornecimento de energia da escola.
Segundo as informações apresentadas no processo judicial, o projeto e as instalações foram submetidos à avaliação da Coelba e aprovados pela concessionária. Apesar disso, a ligação da nova subestação à rede de média tensão ainda não havia sido concluída.
O município informou que solicitou à concessionária a realização do serviço em caráter de urgência ainda em agosto.
Diante da demora, a Procuradoria-Geral do Município acionou a Justiça. Em decisão proferida nesta terça-feira (29) de setembro, o juiz Arthur Antunes Amaro Neves, da Vara Cível da Comarca de Carinhanha, determinou que a Coelba conclua, no prazo de 48 horas após a intimação, os procedimentos necessários para interligar a nova subestação à rede elétrica.
A decisão considerou os registros de instabilidade no fornecimento e a necessidade de garantir condições adequadas de funcionamento da unidade escolar.
O magistrado também determinou que a concessionária mantenha uma equipe técnica presencial na escola durante todo o dia da eleição, em 4 de outubro, para atender a eventuais ocorrências relacionadas ao fornecimento de energia.
Em caso de descumprimento das determinações, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 200 mil.
A situação ganhou caráter de urgência devido à utilização do Centro Educacional Francina Nogueira como principal local de votação de Iuiu nas Eleições Gerais de 2026.
Conforme os documentos mencionados na decisão, a unidade concentra 11 seções eleitorais e 3.956 eleitores aptos a votar, número que representa quase metade do eleitorado do município.
Registros da Justiça Eleitoral citados no processo apontaram ocorrências anteriores de instabilidade no fornecimento de energia no local e destacaram a necessidade de regularização para evitar problemas durante a votação.
A preocupação envolve tanto o funcionamento das urnas eletrônicas quanto as condições de segurança e atendimento aos eleitores durante o pleito.
A decisão judicial, portanto, estabelece medidas específicas para que a estrutura elétrica da escola esteja regularizada antes da eleição e para que haja suporte técnico no local durante todo o período de votação.
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Publicado em: 30/09/2026 – 10:17
Da Redação






