
Uma formação rochosa no leste da Turquia vem sendo destaque internacional diante de novas etapas de uma pesquisa que busca descobrir se o local pode guardar vestígios associados à Arca de Noé. A chamada Formação Durupınar está próxima ao Monte Ararat.
A pesquisa teve os trabalhos realizados entre 29 de junho e 11 de setembro de 2026 por uma equipe internacional com cerca de 20 cientistas e estudantes de cinco países, com utilização de GPS de alta precisão, modelagem digital em 2D e 3D, georradar (GPR), tomografia de resistividade elétrica (ERT), LiDAR, coleta de solo e sondagens.
Os levantamentos geofísicos identificaram, segundo a equipe, anomalias subterrâneas, linhas com ângulos regulares, possíveis corredores e espaços vazios dentro da formação.
Segundo informações divulgadas pela equipe, foram obtidos testemunhos de solo em profundidades de até 18 metros, que serão submetidos a análises laboratoriais.
Os pesquisadores também relataram ter encontrado camadas com grande quantidade de matéria orgânica e cavidades durante as perfurações. Em um dos pontos, uma camada muito dura chegou a danificar a broca. A equipe levantou a possibilidade de material altamente mineralizado ou madeira petrificada, mas essa hipótese ainda precisa ser comprovada por exames laboratoriais.
Um dos pontos que despertam a curiosidade dos pesquisadores é a semelhança entre as dimensões atribuídas à Arca de Noé no relato bíblico e as medidas da Formação Durupınar.
No livro de Gênesis 6:15, a arca é descrita com 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura. Considerando uma conversão de aproximadamente 45 centímetros por côvado, as medidas chegam a cerca de 135 metros de comprimento, 22,5 metros de largura e 13,5 metros de altura. Outras estimativas para o valor do côvado produzem medidas próximas de 157 metros, 26 metros e 16 metros.
A Formação Durupınar, que está sendo investigada na Turquia, possui cerca de 157 metros de comprimento e apresenta um formato que, visto de determinados ângulos, lembra o de uma grande embarcação. Essa proximidade nas proporções é apontada pelos pesquisadores como um dos elementos que justificam a continuidade das investigações.
A semelhança, porém, não é considerada uma comprovação de que a estrutura seja a Arca de Noé. Os estudos ainda buscam determinar se as estruturas subterrâneas e os materiais encontrados têm origem natural ou se podem estar relacionados a uma antiga construção.
Durante a temporada de pesquisas, encerrada em setembro, a equipe coletou aproximadamente mil amostras de solo em cerca de 150 pontos da formação e das áreas de controle ao redor.
As amostras foram encaminhadas para análise. Entre os procedimentos previstos estão estudos sobre matéria orgânica, composição do solo, mineralogia, microscopia e testes de datação.
Segundo o coordenador da pesquisa Cenker Atila, os resultados de testes de carbono devem ficar disponíveis nos próximos meses e poderão ajudar a determinar a idade e a origem do material encontrado.
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Publicado em: 28/09/2026 – 10:48
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