
Uma planta bastante conhecida por produtores rurais do semiárido voltou ao centro dos debates nacionais. A leucena, trazida ao Brasil como alternativa forrageira, agora é alvo de um projeto de lei que propõe o controle e até a erradicação da espécie no país.
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 4.760/2025, que estabelece diretrizes para o manejo e a eliminação progressiva da planta, considerada por especialistas como uma espécie invasora.
Na região, a leucena é conhecida desde a década de 1990, quando foi introduzida como solução para alimentação animal e recuperação de solos, beneficiando produtores, principalmente no semiárido.
No entanto, estudos apontam que a planta possui alta capacidade de proliferação e vem causando impactos ambientais significativos.
Relatórios técnicos indicam que a leucena age como um “trator biológico”, formando áreas densas, competindo com espécies nativas por luz e água e alterando as características do solo, o que dificulta o desenvolvimento de outras plantas.
Opiniões divididas
O tema tem gerado divergência entre especialistas e produtores.
O engenheiro agrônomo Nilo Azevedo avalia que medidas extremas podem não ser a melhor solução.
“A proibição irrestrita não se mostra tecnicamente adequada. A leucena tem papel importante na sustentabilidade produtiva, principalmente no semiárido. O ideal é estabelecer critérios de manejo e fiscalização”, afirmou.
Já produtores rurais relatam os impactos diretos da planta no campo.
O criador Robson, do município de Malhada, destacou que a leucena pode comprometer áreas inteiras.
“Ela devasta muita coisa. Tem lugar que não nasce mais nada, só ela. Ao mesmo tempo, é muito nutritiva para os animais, como gado, ovelha e porco”, disse.
Impactos ambientais
A secretária de Agricultura de Carinhanha, Ivani Santos, explicou que, apesar dos benefícios, a planta apresenta riscos ambientais relevantes.
“A leucena tem alto teor de proteína e ajuda na alimentação animal, mas é muito dominante. Ela impede o crescimento de outras espécies, principalmente as nativas, e isso impacta o equilíbrio ambiental”, destacou.
Segundo ela, a erradicação não é simples, já que a planta possui alta resistência e sementes que podem permanecer viáveis por anos no solo.
O que deve acontecer com a proposta
O projeto de lei ainda será analisado por outras comissões antes de seguir para o Senado.
Enquanto isso, o debate continua entre a necessidade de controle ambiental e a importância econômica da planta para produtores rurais.
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Publicado em: 06/04/2026 – 11:42
Da Redação
Por: David Porto - Registro: MTBE 0006322-BA
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