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“Por que não elegemos nenhuma mulher para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Carinhanha?” Carinhanhense que tentou vaga na câmara, e cursa pós graduação em Gestão Pública faz pesquisa sobre o assunto

Thaline/Foto divulgação

Na trajetória de um curso de pós-graduação em Gestão Pública da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, a carinhanhense, que foi candidata a vereadora na eleições passada, Thaline Campolina desenvolveu uma pesquisa onde traz o questionamento: Por que não elegemos nenhuma mulher para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Carinhanha?  

Segundo Thaline, existe a necessidade de discusão quanto ao assunto, pois precisa-se da mulher na política e demais cargos públicos para termos uma democracia forte. 

A carinhanhense que atualmente é  Controladora Interna do Município 0bteve 306 votos  na candidatura à vereadora pelo PSB e foi a mais bem votada da coligação e foi candidata a vereadora pelo PSB nas últimas eleições no município, entretanto mesmo assim nem ela, nem outra mulher conseguiu a vaga no legislativo. 

O levantamento da pesquisa está em curso e o relatório da investigação será apresentado na universidade. Estão sendo coletadas opiniões da população adulta, que pode dar a sua posição sobre o tema. 

Diferente do Legislativo, Carinhanha tem à frente da prefeitura uma mulher, Francisca Alves Ribeiro, Chica do PT, que foi eleita em 2020 para o cargo de prefeita pela terceira vez no município de pouco mais de 30 mil habitantes. 

Thaline Campolina, formada pela primeira escola de políticos do Brasil, o RenovaBR, iniciativa que forma novas lideranças e busca a renovação política, menciona que “acredita que uma política renovada e com o envolvimento de jovens e mulheres é fundamental para o processo democrático e para mudança da realidade”. 

A nível nacional, a bancada feminina no Congresso, cobra reformas na legislação eleitoral e a fiscalização do cumprimento da regra que estabelece percentual mínimo obrigatório de 30% para o registro de candidaturas femininas nas eleições. 

Outra proposta é melhorar a participação feminina no Poder Legislativo. Uma das propostas é a reserva de vagas para as mulheres no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras de Vereadores. 

Enquanto isso não acontece, muitas cidades não conseguem colocar nas suas Câmaras de Vereadores (e vereadoras) legitimas representantes do povo. O caminho é longo e a discussão também. 

“É necessário que os políticos, os partidos e o Estado se comprometam com uma agenda mais igualitária. Somos mais de 52% da população, sem a nossa participação efetiva, não existe políticas públicas”, conclui Thaline Campolina. 

Questionada algumas dificuldades que a mulher tem ao solicitar o voto, e ela disse que existe alguns fatores, desde o apoio da família, por querer protegê-la do sistema, pela discriminação de ser representado(a) por uma mulher e até mesmo pelo assédio. 

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Post – 15/09/2021 – 07:19

Informações e trechos de Thaline Campolina

Da redação

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