
A crise financeira do Grupo Casas Bahia ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (17) de agosto. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial após registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e confirmou o fechamento de 298 lojas em todo o país.
O impacto da redução da rede representa cerca de 29% das lojas físicas da companhia. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, cerca de 3 mil trabalhadores foram demitidos durante o processo de reestruturação. Em Salvador, várias unidades também foram fechadas, segundo relatos de funcionários e reportagens sobre o impacto da crise na capital baiana.
A situação se agravou após a empresa declarar dívidas de aproximadamente R$ 17,3 bilhões. O pedido de recuperação judicial foi apresentado à Justiça de São Paulo e envolve empresas do grupo, incluindo as operações das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, além de outras companhias ligadas à holding (patrimônios).
O resultado financeiro divulgado no fim de semana mostrou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho. Apesar do número expressivo, a empresa informou que R$ 9,1 bilhões desse resultado estão relacionados a efeitos contábeis não recorrentes, sem impacto imediato sobre o caixa. O prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.
Dados divulgados pelo próprio Grupo Casas Bahia mostram que a Bahia possuía 56 lojas da rede em maio de 2026. O estado está entre as unidades federativas com presença significativa da companhia.
Na capital baiana, o processo de redução da rede já provocou o fechamento de diversas unidades. Em Barreiras, no Oeste da Bahia, a unidade da Casas Bahia também está entre as lojas que encerraram as atividades. Funcionários relataram nas redes sociais o impacto das demissões e do encerramento das atividades.
A companhia atribuiu parte das dificuldades ao cenário econômico enfrentado pelo varejo de bens duráveis, marcado por juros elevados, crédito mais caro e redução da capacidade financeira dos consumidores.
A empresa também informou que a diminuição dos limites de crédito concedidos por seguradoras aos fornecedores obrigou a companhia a reduzir compras e trabalhar com uma operação menor.
O Grupo Casas Bahia já havia passado por um processo de recuperação extrajudicial em 2024. Agora, diante do agravamento da situação financeira, recorre novamente à Justiça para tentar reorganizar suas dívidas e preservar as operações.
O pedido de recuperação judicial não significa, neste momento, que a empresa esteja encerrando suas atividades. A companhia informou que pretende manter as operações e redirecionar a estratégia para unidades e negócios considerados mais rentáveis.
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Publicado em: 17/08/2026 – 09:15
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