
Comprar a casa própria ficou mais caro para quem depende de financiamento bancário. Depois do Bradesco, o Itaú Unibanco e o Santander também anunciaram aumentos nas taxas de juros do crédito imobiliário, em um movimento registrado ao longo desta semana.
No Itaú, a taxa mínima passou de 11,99% para 12,95% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR), com validade a partir de quinta-feira (29). Segundo levantamento do radar de taxas da MySide, plataforma especializada no acompanhamento do crédito imobiliário, o reajuste representa uma elevação de 0,96 ponto percentual.
O banco justificou a mudança pelas oscilações recentes nas curvas de juros futuros. Em nota, informou que o financiamento imobiliário depende de recursos captados no mercado e que o ajuste busca acompanhar as condições atuais de captação e preservar a sustentabilidade das operações.
O Santander também confirmou o aumento. A partir de sexta-feira (30), a taxa mínima passou de 11,69% para 12,49% ao ano, mais TR.
O movimento começou com o Bradesco, que elevou a taxa mínima para a maioria dos clientes de 11,69% para 15% ao ano, também acrescida da TR. Para clientes do segmento Private, a taxa mínima anunciada foi de 13,6%.
As mudanças ocorrem em meio à elevação dos juros futuros e ao aumento dos custos de captação dos bancos. A redução da participação da poupança como fonte de recursos para o financiamento habitacional também contribui para esse cenário, já que as instituições recorrem a outros instrumentos financeiros para obter recursos.
O impacto pode ser sentido diretamente por quem pretende comprar um imóvel financiado, uma vez que juros mais altos tendem a elevar o valor das prestações e o custo total do contrato.
Outro ponto de atenção é que as taxas anunciadas pelos três bancos ultrapassam 12% ao ano, referência do limite de juros do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Operações que não se enquadram nesse sistema podem ser contratadas pelo Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), que possui regras diferentes. O enquadramento no SFH é uma das condições para utilização do saldo do FGTS na aquisição ou amortização do imóvel.
As condições finais de financiamento, entretanto, dependem da análise de crédito, do relacionamento com o banco e das características de cada operação.
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Publicado em: 02/11/2026 – 11:09
Da Redação






