Suspeito de agredir procurador-geral de Iuiu é preso por determinação da Justiça

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Imagem do carro pertencente a Dr° Phelipe Alves

Um homem foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (29) de outubro, suspeito de perseguir e agredir fisicamente o advogado Phelipe Alves de Almeida, atual procurador-geral do município de Iuiu, no sudoeste da Bahia. Segundo os autos judiciais, os episódios de intimidação e violência estariam relacionados à atuação profissional do advogado em um processo de cobrança de pensão alimentícia.

A reportagem do Alerta Bahia entrou em contato com a vítima, Dr. Fhelipe, que afirmou que a prisão do homem identificado como A. M. O. A. foi determinada pela Vara Criminal da Comarca de Carinhanha, após decisão do juiz Arthur Antunes Amaro Neves, proferida em 15 de outubro. A medida foi solicitada pela vítima e contou com manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Conforme os autos, o advogado atuava na defesa dos interesses da filha do suspeito em uma ação judicial para garantir o pagamento da pensão alimentícia pelo próprio pai.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 8 de novembro de 2025, o autor teria arremessado um tijolo contra um veículo Kia Sorento pertencente ao advogado, provocando danos ao automóvel. O episódio resultou em uma ação penal por suspeita de coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.

Em abril de 2026, a Justiça determinou medidas cautelares para proteger o advogado. Entre as restrições estavam a proibição de aproximação a menos de 300 metros, de contato com a vítima e de frequentar a residência, o escritório profissional e a sede da Prefeitura de Iuiu.

Mesmo com as restrições judiciais, o suspeito teria voltado a se aproximar do advogado na noite de 4 de outubro, por volta das 23h40min, enquanto ele estava na Praça Abílio Pereira, no Centro de Iuiu.

Segundo a decisão judicial, o homem teria atingido o advogado com um soco na região da orelha esquerda e, em seguida, pegado uma garrafa de vidro para continuar a agressão. O ataque teria sido interrompido após a intervenção de pessoas que estavam no local.

O advogado recebeu atendimento no Hospital Municipal Edvaldo Pereira Magalhães. Conforme os registros médicos citados no processo, ele apresentava hematoma na orelha esquerda, trauma contuso e taquicardia. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e documentado por prontuário médico e fotografias.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz considerou a sequência de episódios e o possível descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas. Na avaliação apresentada na decisão, as restrições não teriam sido suficientes para impedir novos episódios de violência.

A prisão foi determinada para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar a continuidade das condutas investigadas.

A prisão preventiva não representa condenação definitiva. O suspeito tem direito à presunção de inocência enquanto o caso segue sob apuração judicial.

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Publicado em: 29/10/2026 – 12:57

Da Redação

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