Tenente-coronel que comandou companhia no Oeste da Bahia é preso em operação que apura participação em grilagem de terra

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O tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia, Luiz Augusto Normanha de Carvalho, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7) de outubro, em Santa Maria da Vitória, no Oeste baiano, durante a terceira fase da Operação Terra Justa, que investiga a atuação de uma milícia armada na região de Correntina.

A operação foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça Militar, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), por meio da Força Correicional Especial Integrada (Force), e pela Corregedoria da Polícia Militar. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao oficial.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o tenente-coronel teria recebido aproximadamente R$ 286 mil do sargento da reserva Carlos Erlani Gonçalves Santos, apontado pelo MP-BA como líder de uma milícia armada que atuava há anos na região de Correntina.

Ainda conforme a acusação, os pagamentos teriam ocorrido de forma frequente, com valores que chegavam a R$ 15 mil por mês, além do custeio de despesas pessoais, incluindo boletos relacionados à faculdade de uma filha do oficial. 

O Ministério Público sustenta que os repasses teriam como finalidade fazer com que o policial deixasse de atuar contra a milícia e, segundo a denúncia, permitisse a continuidade das atividades do grupo. A acusação também aponta que o oficial teria exercido influência na organização de escalas de vigilantes armados.

De acordo com as investigações citadas pelo MP-BA, o grupo investigado atuava na prestação irregular de serviços de segurança para grileiros e teria utilizado ameaças para retirar comunidades tradicionais de áreas ocupadas.

Após a prisão do sargento apontado como líder da organização, a denúncia afirma que o tenente-coronel teria utilizado a influência decorrente do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região.

Luiz Augusto Normanha de Carvalho comandou a 30ª Companhia Independente da Polícia Militar (30ª CIPM), com sede em Santa Maria da Vitória, até 2023.

Atualmente, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público e reproduzidas nas reportagens sobre a operação, ele exerce a função de diretor do Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa.  

A prisão é preventiva e ocorre no curso do processo criminal. As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pela Justiça, não havendo, neste momento, condenação definitiva contra o oficial.

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Publicado em: 07/10/2026 – 10:44

Da Redação

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