
Carinhanha enfrenta uma situação preocupante quanto à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Durante entrevista concedida na última sexta-feira (20), o coordenador da Vigilância Epidemiológica, Maviel Vieira, afirmou que o município está em situação complicada.
Segundo ele, os dados do 1º ciclo de 2026, realizado no mês de janeiro, revelam números elevados tanto na sede quanto na zona rural.
“Carinhanha está com alto índice de infestação do mosquito da dengue. Só em janeiro, no Centro, encontramos dezenas de larvas positivas”, destacou o coordenador.
A técnica em entomologia, Cristiane Araújo, também classificou os números como assustadores. De acordo com ela, a presença do mosquito foi identificada em diferentes estágios do ciclo (larvas e pupas) o que demonstra risco real de aumento nos casos das doenças transmitidas pelo vetor.
Ela alertou ainda que não apenas a zona urbana, mas também comunidades da zona rural apresentam alta presença do mosquito, tanto em sua fase adulta quanto nos estágios iniciais.
As ações da Vigilância Epidemiológica são realizadas seis vezes ao ano. Os dados abaixo correspondem ao primeiro ciclo de 2026:
Zona Urbana (sede)
| Local | Positivas | Negativas | Larvas + | Pupas + | Larvas – | Pupas – | Total de Amostras |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Centro | 22 | 07 | 87 | 20 | 05 | 02 | 29 |
| Sudene | 36 | 11 | 171 | 30 | 11 | 05 | 47 |
| São Francisco | 45 | 07 | 227 | 15 | 48 | 00 | 52 |
| Alto da Colina | 48 | 48 | 209 | 66 | 40 | 05 | 96 |
| São João | 17 | 06 | 92 | 07 | 38 | 08 | 23 |
Zona Rural
| Localidade | Positivas | Negativas | Larvas + | Pupas + | Larvas – | Pupas – | Total de Amostras |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Angico | 02 | 03 | 11 | 00 | 12 | 00 | 05 |
| Ag. 16 | 18 | 18 | 72 | 04 | 114 | 03 | 36 |
| Barrinha | 21 | 11 | 92 | 19 | 47 | 04 | 32 |
| Ag. 23 | 05 | 03 | 09 | 02 | 12 | 00 | 08 |
| Ag. 15 | 34 | 19 | 193 | 50 | 172 | 20 | 53 |
| Vila São João | 04 | 06 | 14 | 01 | 23 | 03 | 10 |
O total exposto na tabela é parcial, e pode sofrer mudanças ao concluir do ciclo que será no início do próximo mês (março).
Pontos mais críticos
Com base nos dados, entre os bairros da sede, Alto da Colina apresentou o maior número de registros, com 96 amostras contabilizadas. Já na zona rural, o Ag. 15 lidera com 53 registros, sendo atualmente o ponto mais crítico do levantamento.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, um dos principais fatores que contribuem para o cenário atual é a negligência de parte da população quanto aos cuidados básicos, como eliminação de água parada em quintais, recipientes expostos, caixas d’água destampadas e objetos que acumulam água.
🦟 Combate depende da população
As equipes realizam seis ciclos de visitas e levantamentos ao longo do ano. Como este é apenas o primeiro ciclo de 2026, o alerta é para que a população redobre os cuidados, especialmente neste período de calor e chuvas, condições favoráveis para a proliferação do mosquito.
Outro problema é que muitos se recusam a facilitar a entrada dos agentes de endemias nas suas casas para o serviço de controle dos criadouros.
A Vigilância reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva e convoca os moradores para tirarem 10 min e façam uma operação nos seus quintais antes da próxima visita do agente de endemias.
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Publicado em: 23/02/2026 – 18:48
Da Redação
Por: David Porto - Registro: MTBE 0006322-BA
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