Homicídio de Canário em Malhada: famílias falam sobre o ocorrido e divergem a versão do crime

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Júnior, Emanuel e Canário – Foto reprodução WhatsApp

O município de Malhada, no sudoeste da Bahia, amanheceu perplexo no último sábado dia (29) de março de 2025, diante do homicídio que foi registrado no Assentamento Bela Vista, no entorno do distrito de Canabrava. No local, segundo as polícias Civil e Militar, por volta de 23h30min, dois filhos teriam matado o pai a paulada. 

O caso rapidamente se espalhou pela região através da imprensa, e então se concretizou que Amilton Guedes Costa (Canário de Joaquim Gordo), de 51 anos, foi morto pelos filhos Hamilton Guedes Costa Júnior, de 24 anos e Emanuel Nogueira Costa, de 22 anos. Diante da situação, e da posição destinta das famílias da vítima, a reportagem do Alerta Bahia ouviu Zenildo Guedes Costa (Passarinho), irmão de Canário e Ana, e seu esposo Will, tios dos supostos autores. 

Conforme relataram ao site, Will e Ana estavam no local no dia do ocorrido, já o Zenildo fala diante de relatos de testemunhas e de evidências. 

A tia de Júnior e Emanuel contou que naquele dia, mais cedo, já teve um clima tenso entre os familiares, onde o Canário teria efetuado dois disparos de arma de fogo no quintal de sua residência, após uma chateação com o filho Júnior, isso por volta de 14h00min. Depois do acontecido as coisas se acalmaram, até o período da noite, quando o filho Emanuel chegou em casa, e questionou ao pai o porquê tinha realizado os disparos em casa, então, após o pai responder mal, ambos entraram em vias de fato. 

Estávamos na casa de meu pai, que fica próximo, nesse momento a minha irmã (esposa de Canário) gritou por ajuda, então corremos todos para lá, quando chegamos, ajudamos a separar a briga, o Canário estava ensanguentado, com nariz machucado, e tiramos o meu sobrinho de lá”, disse Ana. 

Depois da briga, o Emanuel teria ido para casa do avô, que fica aproximadamente cinquenta metros do local, e pouco tempo depois Canário teria chegado com a espingarda, e para salvaguardar o sobrinho, Ana disse ter fechado a porta da casa do pai e usado o corpo para mantê-la fechada, quando o cunhado teria atirado na porta, e ainda lhe ferido levemente. 

Com a porta fechada, ele então foi para o fundo do quintal, e nós saímos também para o fundo, que era onde estava o Emanuel, então ouvi uma voz, dizendo que podia atirar, acredito que o Emanuel, e assim, nesse momento que o Júnior teria golpeado a cabeça do pai com uma madeira, e ele caiu. Quando chegamos ele estava agonizando ao chão e chamamos a polícia e o SAMU”. 

Ana e seu esposo Will disseram que o momento final do fato se deu entorno de 23h30min, mesmo horário informado pela Polícia Militar. 

O Zenildo procurou o jornalismo do Alerta Bahia e da Rádio Pontal FM para dar a versão a qual a família de Canário, por parte de pais e irmãos, evidenciam. Segundo ele, o irmão morreu bêbado e com golpes de machadinha, e não de madeira, conforme foi relatado. 

De acordo com Zenildo, ele não estava no local do fato, mas foi acionado minutos depois, e que até conversou com o sobrinho, o Júnior, depois do acontecido. 

Meu irmão já chegou na casa do sogro andando bem devagarzinho, e quase morrendo. O filho mais velho deu sim uma paulada nele, mas só derrubou, ele morreu mesmo de golpes de machadinha, que o Emanuel deu nele, dentro da casa dele, quando ele estava bêbado dormindo no sofá”, alega Passarinho. 

A principal contrariedade nas versões é que a família dos jovens suspeitos diz que o sangue do sofá de Canário foi do nariz dele, devido ao soco que o filho deu, já o Passarinho mostrou um vídeo do local com bastante sangue, e disse que ali já tinha sido limpo, e o irmão recebeu vários golpes de machadinha. 

Devido aos tiros de mais cedo fizeram a cabeça do Emanuel, e umas pessoas que estavam lá próximo disse que ele chegou da rua e já entrou na casa, imediatamente ouviram os gritos da mãe pedindo para não fazer aqui, quando momento depois o Emanuel saiu correndo para a casa do avô com a machadinha e Canário, conforme as marcas de sangue do local, saiu devagar, pois tem problemas de coluna, saiu devagar, foi ao guarda-roupas, pegou a espingarda e foi atrás do filho”. 

Em suas falas o irmão da vítima disse que a Ana mente ao dizer que o tiro atingiu sua barriga, pois o local onde o tiro pegou na porta está lá à vista e está apenas um palmo do chão. 

“Quem matou meu irmão foi o Emanuel, e não o Júnior”, disse o Zenildo. 

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia, através da delegacia de Malhada. O delegado, Dr. Osmair Almeida, disse que está em investigação, já expediu ordem de missão para ouvir testemunhas e envolvidos, e vai seguir o inquérito. 

A família dos jovens afirma que o caso foi uma trágica fatalidade, e que o Júnior agiu em defesa do irmão, que seria morto pelo pai, caso ele não intervisse. E confirma que nos próximos dias eles [suspeitos] vão se apresentar na polícia. Já a família de Canário disse que ele foi assassinado pelo Emanuel, não há legítima defesa, e que já havia ameaças contra o pai. 

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Publicado em: 01/04/2025 – 13:03

Da Redação

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